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PB tem dez espécies ameaçadas de extinção

Dez espécies de animais que têm ocorrência na Paraíba estão sob ameaça de extinção e enfrentam risco de sumir do mapa brasileiro. Elas fazem parte de uma lista de 105 espécies que estão nesta situação em todo o País, divulgada semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como parte das comemorações do órgão pela passagem do Dia do Meio Ambiente, celebrado, hoje, 5 de junho. Entre eles, oito estão nesta situação em todo o território brasileiro e para outros dois, o mapa do perigo se restringe ao Nordeste.

Um dos mais famosos animais na lista paraibana é o tamanduá-bandeira, que há anos já é reconhecido como um símbolo do risco de extinção na fauna brasileira. Com ocorrência no Sertão, a reprodução deste animal é difícil, já que cada fêmea só tem um filhote por vez, geralmente muito pequeno e frágil, mas que, se sobreviverem, podem viver por até 25 anos. Mas, de acordo com a classificação adotada pelo IBGE, a situação mais crítica é a do peixe-boi-marinho e da baleia-azul, consideradas “criticamente em perigo de extinção”. Sete delas estão sendo consideradas vulneráveis.

Hábitat natural do peixe-boi, é no mar que mora a metade dos animais ameaçados no Estado, incluindo quatro espécies de baleias. Além deles, os três felinos da lista vivem entre o Litoral e o Brejo, mas o tamanduá-bandeira ainda pode ser encontrado no Sertão paraibano. De acordo com o relatório do IBGE, a devastação da cobertura vegetal, principalmente pela atividade do extrativismo, tem contribuído consideravelmente para essa situação, o que significa perda de biodiversidade. O documento destaca que “as espécies animais brasileiras são um valioso recurso e um imenso patrimônio natural, cultural e econômico para o País. O desaparecimento dos hábitats naturais é um dos principais fatores que aceleram o processo de extinção dos animais, ao lado de outros como a caça predatória e a poluição”.

O objetivo da publicação deste estudo é contribuir para a criação de programas de recuperação das espécies ameaçadas e para despertar a consciência ambiental. Este tipo de estudo, envolvendo as espécies animais sob risco de extinção, vem sendo realizado pelo órgão desde o fim dos anos 1980. A principal base de dados são as listas oficiais do Ibama, que são complementadas por informações levantadas em diferentes instituições de pesquisa e na literatura especializada. Os estudos produzem informações que são armazenadas no banco de dados dos cadastros de fauna, que, por sua vez, geram os mapas. Ano passado, o IBGE lançou o mapa das aves ameaçadas e ainda este ano deve ser lançada publicação com 130 espécies e subespécies de insetos e demais invertebrados terrestres sob risco de extinção.

Fonte: JP


 
 

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